quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Barton Sutter

Canção sóbria



Não mais a luz das estrelas no whisky,
Adeus ao brilho do sol na cerveja.
A bebedeira tornou-me vaidoso e brincalhão
Mas atormentou o homem ao espelho.
Boa noite para o luar no brandy,
Adieu ao ardor do vinho.
Penso que consigo finalmente
aguentar-me sem um copo ou uma sagres.
Bye-bye ao conforto do vodka,
Tchau ao mentol do gin.
Tento fazer o que devo,
Rejeitar este remédio venenoso.
Não sentirei a falta dos colapsos e dos vómitos,
dos acidentes e do arrependimento.
Se conseguir manter-me longe do álcool tinhoso
É capaz de haver ainda uma hipótese para mim.
Adeus a Deus numa garrafa,
Às mentiras do rum e do vermute.
Deixem-me matar a sede com a água
E a doce, transparente verdade.



(versão minha; original aqui)

1 comentário:

B. disse...

bonitas as duas versões.
abs