o comércio da poesia
é a imagem de um rapaz
a fazer música e amor
com uma rapariga cujos interesses
em amor e música coincidem
com uma enorme aflição sentida
no interior de ambos como uma guitarra
corajosa ao sol quente e seco
da esperança onde homens selvagens e brutais
estão a rasgar a vida como uma página
de um livro
muito antigo
e amarelo.
(versão minha; original reproduzido em City Lights Pocket Poets Anthology, organização de Lawrence Ferlinghetti, City Lights Books, San Francisco, 1997, 3ª edição, p. 152)
1 comentário:
Espantoso poema, notável versão. Obrigado LP.
Manuel Margarido
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