Um rapaz disse-me que
se rolasse suficientemente depressa nos seus patins
a sua solidão não conseguiria apanhá-lo,
a melhor das razões que conheci até hoje
para querer ser um campeão.
O que eu procurei saber esta noite
pedalando com toda a força pela rua King William abaixo
é se isto tem tradução para bicicletas.
Que vitória! Deixares a tua ofegante
solidão para trás numa esquina qualquer
enquanto flutuas livremente dentro de uma nuvem
de inesperadas azáleas,
pétalas cor-de-rosa que nunca se sentiram sós,
não importando a lentidão com que cairam.
(versão minha; original reproduzido em Tender spot - selected poems, Bloodaxe, Northumberland, 2008, p. 85).
2 comentários:
Magnífico :) Obrigado.
Quando é que arranjas a bicicleta?
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