quarta-feira, 1 de abril de 2009

Theodore Roethke

O morcego



De dia o morcego é primo do rato.
Gosta do sótão de uma velha casa.

Os seus dedos fazem de chapéu sobre a cabeça.
O pulso bate tão suavemente que o julgamos morto.

A meio da noite volteia em movimentos loucos
Entre as árvores que encaram a luz cortada.

Mas quando ele se revela contra o guarda-vento
Temos medo do que os nossos olhos viram:

Porque alguma coisa está errada, ou fora do lugar,
Quando ratos com asas podem exibir um rosto humano.



(versão minha, sem rimas; o original pode ser lido aqui).

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