domingo, 25 de outubro de 2009

Martín Espada

Lição revolucionária de espanhol



Sempre que alguém
pronuncia mal o meu nome,
quero logo comprar uma pistola de brincar,
pôr óculos escuros,
inclinar a minha boina,
pentear a barba em bico,
sequestrar um autocarro cheio
de turistas Republicanos
do Wisconsin,
e obrigá-los a entoar
palavras de ordem anti-americanas
em espanhol,
e esperar
que o pelotão de intervenção especial bilingue
nos sobrevoe de helicóptero
e me suplique
que seja razoável



(versão minha, a partir da tradução para espanhol de Camilo Pérez-Bustillo, Diego Zaitegui, Pedro J. Miguel e do próprio autor, reproduzida em Soldados en el jardín: antologia 1989-2009, El Gaviero Ediciones, Almería, 2009, p. 91).

Sem comentários: