Eu,
poeta de ofício,
condenada tantas vezes
a ser corvo,
nunca trocaria de lugar
com a Vénus de Milo:
enquanto ela reina no Louvre
e morre de tédio
e acumula pó
eu descubro o sol
todos os dias
e entre vales
vulcões
e despojos de guerra
avisto a terra prometida.
(versão minha; original reproduzido em Poetry like Bread: Poets of the political imagination, selecção de Martín Espada, Curbstone Press, 4ª edição, 2007, p. 16).
2 comentários:
Sábia! :)
e que belo nome de poeta!
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