- Pássaro? - perguntaram as crianças. - Mas o que é isso?
- Algo polícromo, com penas, alado.
Muito belo, etéreo.
Que voa até às nuvens.
E canta como uma campainha cristalina.
- Voa? - exclamaram as crianças. - Sem pilhas,
por si só?
O seu canto enfeitiça?
Todo penas de cores deslumbrantes?
E não nos ataca, não mata?
Não! Fantasias!
Não houve, nem haverá alguma vez
um ser assim, de conto de fadas!
1997
(versão minha a partir da tradução espanhola de Zhivka Baltadzhieva reproduzida em Espacios, organização e prólogo da tradutora, La Poesia, señor hidalgo, Barcelona, 2006, p. 41. Com este poema assinalam-se os dois anos de existência deste blogue).
4 comentários:
Parabéns pelo aniversário do blogue,L.P.!
Um abraço
Obrigado, Amélia.
Um ano já?! E tanta poesia dada a conhecer!!!
Cheguei há menos de meio :)))
Um dia quando tiver mais tempo ainda vou ler todos os poemas para trás...
~CC~
Por acaso são dois... O tempo voa, é o que é.
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