Braço cortado
Não ponhas o teu braço fora da janela,
disse a Mãe. Um carro pode aparecer de repente
por trás de nós, e cortá-lo. Então o teu pai
terá que parar, colocar a parte separada
na bagageira, e levar-te ao hospital.
E isto não é como as peças do teu telescópio,
que se voltam a encaixar. Um médico terá que te coser.
Deixarás de poder usar camisolas de manga curta.
Não vais querer que se vejam os pontos.
3 comentários:
Ouvi a minha voz de mãe no poema. É o que fazemos, avisamos. Certos de que só uma parte desses avisos chegará ao coração deles. Por isso farão o seu caminho, parte dele sem nós.
~CC~
Fabuloso. Essa imagem de nunca mais se poder usar camisolas de manga curta, então... A poesia é muito este sobressalto esta perversa espécie de candura...
É verdade, este nosso Hal Sirowitz tem que se lhe diga...
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