domingo, 6 de junho de 2010

Dimitrie Stelaru

Jovem velho



Quando eu era velho
amava os cavalos, as crinas
e a selvajaria,
por trás de mim gritavam as estrelas errantes.

Ri-me sobre o lombo dos fantasmas
vestidos afinal com muito pudor;
esquecido pelas carpideiras
como um sino sem voz
o meu fogo é já cinza.

Agora sou jovem como Marsyas
e os cavalos pastam na erva do meu corpo.



(Versão minha a partir da tradução castelhana de Darie Novaceanu reproduzida em Antología de la poesía rumana contemporánea, Editorial Verbum, 2004, p. 97).

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