cada vez menos sou capaz de responder à questão por que escrevo
às vezes parece: para escrever
às vezes eu vejo a luz
cada vez menos por interesse na poesia (para não falar da prosa)
às vezes parece: leio para esquecer
às vezes parece: estou por detrás deste jogo involuntário de palavras
cada vez mais forço-me a estar com os poetas lituanos
às vezes os poetas são generosos e torturados como na poesia russa
às vezes bêbedos e brutos como no rap
às vezes mal se aproximam disto como eu
mais modestamente penso na poesia lituana
às vezes recordo só alguns nomes: vytautas alfonsas sigitas
às vezes digo: a poesia pode ensinar a arte não a vida
às vezes pergunto: será que a vida se preocupa com a poesia como os celans
às vezes fico em silêncio: esta ignorância há-de trazer-me problemas
(Versão minha a partir da tradução inglesa do autor e de Kerry Shawn Keys reproduzida em Six lithuanian poets, Arc, Todmorden, 2008, p.141).
1 comentário:
eEeu penso sempre:se não fosse o Lu+is, como poderia eu ter acesso a tantos poetas em l+pinguas que descinheço?
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