quinta-feira, 10 de março de 2011

Santiago Nuñez Pedregosa

Sempre odiei a subtileza



Voltaste a deixar
as minhas malas à porta
como um conselho subtil
de um bom amigo.

Sinceramente,
preferia ver voar
os jarros chineses da tua mãe.
Sempre odiei a subtileza
e tu sabe-lo.

Não sejas tonta.
No fim de contas
se eu me for
quem é que te trará insegurança.



(Versão minha; poema incluído em Efectos secundários - antologia poética, Anaya, Madrid, 2ª edição, 2008, p. 12).

4 comentários:

{anita} disse...

adoro o tom insolente desse poema. comigo voavam já jarras chinesas.

Lp disse...

;-)

{anita} disse...

mudanças?! eu gostava tanto do skater... (mas assim tb está bem)

Lp disse...

já estava a precisar de descansar depois de três anos a rolar pelo empedrado...