Nunca tive medo da morte.
As suas mãos são mais frágeis do que a vulgaridade.
De todos os modos o meu temor
é morrer numa terra
onde o salário de um coveiro
é mais elevado do que a liberdade de um homem.
Procurar,
encontrar
e de imediato
escolher livremente
e construir uma torre
da natureza de si mesmo.
Se a morte tivesse mais valor do que tudo isto
juro que jamais fugiria dela.
(Versão minha a partir da tradução castelhana de Nazanín Amirián, adaptada por Ferran Fernández e incluída em El viento nos llevará. Poesía persa contemporánea, Los Libros de la Frontera, 2ª edição, corrigida, Barcelona, 2006, p. 90).
1 comentário:
Belo!
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