quarta-feira, 13 de julho de 2011

Juan Antonio González Iglesias

Ai dos que propõem a vida como uma operação incessante de conhecimento



Ai dos que propõem a vida como uma operação incessante de conhecimento.
Os que pretendem impor-nos o seu excesso e a sua tristeza.
Os que não se detêm.
Não há assunto incessante que não se chame vida
ou simplesmente amor.
Nijinski disse algo muito parecido com isto:
As pessoas que pensam demasiado
acabam a escrever
coisas absurdas sobre a beleza.



(Versão minha; poema incluído em Del lado del amor - Poesía reunida (1994-2009); prólogo de Guillermo Carnero, Visor, Madrid, 2010, p. 172).

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