quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Andrea di Consoli

"Pai, andamos de noite..."



Pai, andamos de noite pelo estábulo meio às escuras,
acabo de chegar de Roma,
falas pouco, está frio,
as cabras tentam compreender quem eu sou,
os coelhos assustam-se com a minha voz,
os perus incham o pescoço vermelho.
Depois a mãe chega com uma garrafa cheia de leite
e tu amamentas um cabrito
porque precisamente ontem,
tu que és um homem bom,
mataste a sua mãe para celebrar o meu regresso.



(versão minha a partir do original e da tradução castelhana apresentada em La Poesía del Siglo XX en Italia, seleção de Emilio Coco, Visor, Madrid, 2017, p. 779).

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