"O meu pai cheira..."
O meu pai cheira a palha e a peras,
apanha um tomate, limpa-o com a mão,
começa a comê-lo.
O meu pai, quando morrer,
cheirará a ervas e a flores.
A coberto da noite os animais da terra
hão-de levá-lo para um sítio secreto.
(Versão minha a partir do original e da tradução castelhana apresentada em La Poesía del Siglo XX en Italia, seleção de Emilio Coco, Visor, Madrid, 2017, p. 781).
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