terça-feira, 27 de agosto de 2019

Joseba Sarrionandia

O escravo ferreiro

                              Imitando os poetas latinos



Subjugado nas selvas do ocidente,
               acorrentado trouxeram-te para Roma, escravo.
Ensinaram-te o ofício de ferreiro
               e fazes correntes obedientemente.
O ferro em brasa que retiras do forno
               poderias moldá-lo como quisesses.
Poderias fabricar enxadas, ou espadas,
               para se poder quebrar as correntes.
Mas tu, escravo, fazes correntes,
               mais correntes.



(Versão minha a partir da tradução do autor; poema incluído em La poesía está muerta?; edição bilingue basco/espanhol; selecção de Eva Linazasoro, Pamiela, Arre, 2016, p. 83).

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