domingo, 1 de setembro de 2019

Mary Ruefle

A história do carniceiro



Quando eu era pequeno
um rapaz da nossa aldeia
esteve desaparecido por três dias.
O meu pai, o meu tio e eu
fomos à sua procura numa carroça
puxada pelo nosso cavalo, Samuel.
Penetrámos bem no interior dos pântanos,
onde descobrimos três árvores petrificadas
gigantescas e gloriosas. Delas fizemos
belos armários, polidos pareciam vidro.



(Versão minha a partir do original e da tradução espanhola incluída em Por qué no beso bien; seleção e tradução de Ezequiel Zaidenwerg, Kriller 71 ediciones, p. 57).

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