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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Charles Wright

Natureza morta em tampa de caixa de fósforos



O coração é mais frio do que o olho.
Os vigilantes, os santos,
sabem-no, não há atalhos para o céu,
um único pêlo de cão pode fender o vento.

Se desejas a grande tranquilidade,
há que trabalhar duro e andar muito.

Não te tortures com o passado.
O mundo não tem apêndices,
nem mensagem, nem nome.



(Versão inédita de António Ladeira; o original pode ser lido aqui).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Charles Wright

O novo poema



Não se parecerá com o mar.
Não terá lodo nas suas mãos grossas.
Não fará parte do tempo atmosférico.

Não revelará o seu nome.
Não terá sonhos em que possas confiar.
Não será fotogénico.

Não dará atenção ao nosso desgosto.
Não servirá de consolo às nossas crianças.
Não poderá ajudar-nos.



(versão minha; original reproduzido em The generation of 2000 - contemporary american poets; organização e prefácio de William Heyen, Ontario Rewiew Press, Nova Iorque, 1984, p. 359).