Rapariga andando a cavalo num campo de girassóis
Postura perfeitamente direita,
satisfeita e pensativa,
ela prende numa mão,
não segura, as rédeas do Verão:
o verde das árvores e dos arbustos;
o azul da água do lago;
o vermelho da jaqueta
e do colarinho aberto; o castanho
do seu cabelo, preso ao alto,
e do cavalo, bem no meio
do amarelo dos girassóis.
Quando ela pára para descansar,
o Verão descansa.
Quando ela decide partir,
assim se vai o Verão
para além do horizonte.
(Versão minha; o original pode ser lido aqui).
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 18 de janeiro de 2009
David Allan Evans
Vizinhos
Eles vivem sós
um com o outro,
ela com o seu largo traseiro
e cara de papagaio,
ele com a sua barriga suspensa
e crista de galo.
Nunca conversam
mas estão sempre ocupados.
Hoje estão
a lavar janelas
(os dois juntos em cada janela)
ela da parte de dentro,
ele da parte de fora.
Ele pulveriza o Ajax
na cara dela,
ela pulveriza o Ajax
na cara dele.
Agora estão a acenar
um ao outro
com trapos,
não sorriem.
(versão minha; o original pode ser lido aqui).
Eles vivem sós
um com o outro,
ela com o seu largo traseiro
e cara de papagaio,
ele com a sua barriga suspensa
e crista de galo.
Nunca conversam
mas estão sempre ocupados.
Hoje estão
a lavar janelas
(os dois juntos em cada janela)
ela da parte de dentro,
ele da parte de fora.
Ele pulveriza o Ajax
na cara dela,
ela pulveriza o Ajax
na cara dele.
Agora estão a acenar
um ao outro
com trapos,
não sorriem.
(versão minha; o original pode ser lido aqui).
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