É domingo:
nos subúrbios do coração eles
lavam os carros.
Ela e as batatas
cozem na cozinha: o jantar
leva dez minutos a comer.
E ele levanta-se rapidamente com
as crianças: quem quer que
não tenha a sua custódia
pode visitá-las hoje.
A carne é maquilhada
e vestida: o pastor aperta-me a mão
como se o gesto tivesse significado.
O urso polar, por trás das grades,
ergue-se nas patas traseiras, e suspira.
(Versão minha; original reproduzido em Poetry from "Sojourner" - a feminist anthology, organização de Ruth Lepson e Lynne Yamaguchi, introdução de Mary Loeffelhoz, University of Illinois, Urbana e CHicago, 2004, p. 178).