De dia o morcego é primo do rato.
Gosta do sótão de uma velha casa.
Os seus dedos fazem de chapéu sobre a cabeça.
O pulso bate tão suavemente que o julgamos morto.
A meio da noite volteia em movimentos loucos
Entre as árvores que encaram a luz cortada.
Mas quando ele se revela contra o guarda-vento
Temos medo do que os nossos olhos viram:
Porque alguma coisa está errada, ou fora do lugar,
Quando ratos com asas podem exibir um rosto humano.
(versão minha, sem rimas; o original pode ser lido aqui).
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