terça-feira, 29 de março de 2011

Ricardo Castro Ferreira

Um silêncio de bronze





















(Óleo sobre papel, 2011- colecção particular)

6 comentários:

Neusa disse...

Belo, muito belo.

Carol Timm disse...

É a primeira pintura humana que vejo aqui. É também a que mais gosto.

: )

K. disse...

«O medo não está no que está fora.»

Ricardo disse...

O pensamento do exterior é a tarefa mais árdua. A afirnmação de K. é igualmente apofântica...Obrigado a todos por acompanharem a minha morte.

Ricardo Castro Ferreira

K. disse...

Ricardo,

Medo, pensamento, morte são apenas possibilidades hermenêuticas.
As palavras brilham como luz reveladora e a sombra é demasiado violenta.
«Fora existe o mundo.» E há coisas que se fazem contra o tempo.
As afirmações, apofânticas ou não, não passam disso mesmo, e a minha não tem qualquer importância. Contudo, o teu código, o teu léxico, sob a forma de uma ‘ars poética’ pictórica, está prenhe de ‘topoi’ que gostaria de continuar a receber. Provavelmente, respondi-te de um tempo diferente e chegou a ti apenas um eco. Desculpa. As minhas palavras limpas, sinceridade e não desistência valerão uma segunda oportunidade de redenção?

K.

Ricardo disse...

No lugar do morto não há espaço de redenção possível. Distribuem-se apenas convites para uma decapitação diferida. Mas deixo a promessa lavrada por um afecto arcaico: a sombra da minha violência será sempre acolhedora.

Ricardo Castro Ferreira