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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Martin Camaj

A um poeta moderno



O teu caminho é bom:
As Parcas têm os rostos mais repugnantes
Dos mitos clássicos. Não escreves sobre eles,
Mas sobre lajes e testas humanas
Cobertas de vincos, sobre o amor.

Os teus versos não são para serem lidos em silêncio
Nem ao microfone
Como os de outros poetas,

O coração
Ainda que debaixo de sete camadas de pele
É gelo,

Gelo
Ainda que debaixo de sete camadas de pele.



(versão minha, a partir da tradução para inglês de Robert Elsie, reproduzida em An Elusive Eagle Soars - anthology of modern albanian poetry, organização, tradução e introdução de R. Elsie, Forest Book/Unesco, Londres, 1993, p. 33).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Martin Camaj

A minha terra



Quando morrer possa eu tornar-me erva
Da primavera nas minhas montanhas,
No outono serei semente.

Quando morrer possa eu tornar-me água,
A minha nebulosa respiração
Cairá sobre os prados como chuva.

Quando morrer possa eu tornar-me pedra,
Nos limites da minha terra
Possa ser eu um ponto de referência.



(versão minha, a partir da tradução inglesa de Robert Elsie, reproduzida em An Elusive Eagle Soars - anthology of modern albanian poetry, organização, tradução e introdução de Robert Elsie, Forest Book/Unesco, Londres, 1993, p. 32).