É assim, a beleza
É assim, a beleza
mede-se ao milímetro.
Tal como o gelo quer
ser só água corrente,
a beleza mede-se por milésimos
de segundo, por mícrones.
Não por eternidades.
Não em toneladas, grandes
cumes, espaços
que intimidam. Decide-se
sempre no photo
finish, não no sublime. Nunca.
No fim a beleza
afirma-se por uma diferença mínima.
Praticamente zero. Não há muito
a acrescentar. Quem nunca viu
a lua, distraída,
sobre os edifícios,
sobre a névoa tóxica,
a rasgar a sujidade do céu
numa segunda-feira às dez
da manhã?
[Original aqui]
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