Não se preocupam com os meios
Tem cuidado com aquele que diz representar
a voz de muitos.
Talvez seja verdade.
Tem cuidado com aquele que diz que fala
apenas em seu nome.
Talvez seja verdade.
Tem cuidado com aquele que se limita a consentir
com a cabeça.
Amanhã o consentimento pode afectar-te a ti.
Tem cuidado com aqueles que só querem viver
a sua vida em paz.
Não se preocupam com os meios.
(Versão minha a partir da tradução espanhola de Francisco J. Uriz reproduzida em Poesía nórdica, Ediciones de la Torre, 2ª edição, Madrid, 1999, p. 180).
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
domingo, 11 de dezembro de 2011
Claes Andersson
[Roubai-nos e chamai-lhe...]
Roubai-nos e chamai-lhe economia nacional.
Tirai-nos as nossas casas e chamai-lhe planificação regional.
Humilhai-nos e chamai-lhe assistência social.
Tornai-nos loucos e chamai-lhe higiene mental.
Envenenai-nos e chamai-lhe conservação do meio ambiente.
Adormecei-nos e chamai-lhe ideologia de consumo.
Deixai-nos no desemprego e chamai-lhe reconversão.
Confundi-nos e chamai-lhe publicidade.
Vendei os nossos corpos e chamai-lhe liberdade sexual.
Enganai-nos e chamai-lhe política de rendimentos.
Coisificai-nos e chamai-lhe nível de vida.
Escarnecei do nosso trabalho e chamai-lhe jubilação antecipada.
Menti-nos e chamai-lhe liberdade de expressão.
Tiranizai-nos e chamai-lhe democracia.
Roubai-nos e chamai-lhe economia nacional.
Tirai-nos as nossas casas e chamai-lhe planificação regional.
Humilhai-nos e chamai-lhe assistência social.
Tornai-nos loucos e chamai-lhe higiene mental.
Envenenai-nos e chamai-lhe conservação do meio ambiente.
Adormecei-nos e chamai-lhe ideologia de consumo.
Deixai-nos no desemprego e chamai-lhe reconversão.
Confundi-nos e chamai-lhe publicidade.
Vendei os nossos corpos e chamai-lhe liberdade sexual.
Enganai-nos e chamai-lhe política de rendimentos.
Coisificai-nos e chamai-lhe nível de vida.
Escarnecei do nosso trabalho e chamai-lhe jubilação antecipada.
Menti-nos e chamai-lhe liberdade de expressão.
Tiranizai-nos e chamai-lhe democracia.
(1974)
(Versão minha a partir da tradução castelhana de Francisco J. Uriz reproduzida em Poesía nórdica, organização de F. J. Uriz, Ediciones de la Torre, 2ª edição, Madrid, 1999, p. 180).
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