Cidade Universitária
Algo funciona bem neste campus.
É a erva.
Não são os corpos macios, tão perdidos
na manhã obtusa do desejo.
Não são estas palavras; não é a água
desta fonte danificada e venenosa.
É a erva.
Cresce sem esperança e cresce verde,
constante, compassiva.
E há momentos em que se ergue
e viaja no meio de pastas e apontamentos inúteis
sobre matérias mortas. É a erva.
Dolorosa e paciente. O seu consulado e o seu leito.
A erva verde e triste.
Ode à juventude recém cortada.
[Armisticio (2008-2018); Sloper, Palma de Mallorca, 2019, p. 11).
Sem comentários:
Enviar um comentário