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domingo, 6 de maio de 2012

Azem Shkreli

Anátema



Porque eu tinha saibro antigo, orvalho arcaico
Nas sobrancelhas, vinho na garganta do meu pássaro e porque
Um mais um são dois, como duas armas, duas mulheres,
Duas pedras brancas sobre a cabeça de cada homem avisado,
Porque não houve nenhuma ferida deste lado do rio,
Houve pontes, ervas medicinais e paz, e porque
Eu beijei a terra doce com os meus grossos lábios neolíticos,
Porque eu tirei do inferno a minha flauta e toquei-a
À minha maneira, assustando nuvens e corvos, porque
Semeei a minha sombra no sol, e porque
Tinha lume na minha lança, centeio no cabelo, fios de cinza
Em igrejas, em tempos, em sepulturas, porque eu tinha sangue
E a minha flauta de folhas falava, eles amaldiçoaram-me.



(Versão minha a partir da tradução inglesa de Robert Elsie e Janice Mathie-Heck reproduzida em Lightning from the depths - An anthology of albanian poetry, Northwestern University Press, Evanston/Illinois, 2008, p. 200).



terça-feira, 3 de março de 2009

Azem Shkreli

Montão



Deixem a minha erva crescer sobre a minha cabeça
Sobre a minha cabeça deixem a minha erva crescer
A minha erva sobre a minha cabeça deixem-na crescer

Deixem-na crescer
Deixem crescer a minha erva sobre a minha cabeça



(versão minha, a partir da tradução inglesa de Robert Elsie, reproduzida em An Elusive Eagle Soars - anthology of modern albanian poetry, tradução e organização de Robert Elsie, Forest Book/Unesco, Londres, 1993, p. 99).