sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Jay Ruzesky

Tiramos fotografias



Fazendo o meu melhor James Dean pela avenida.
Os ombros espetados,
o cigarro apertado ao canto da boca,
a gola levantada, as mãos nos bolsos do grande
e comprido casaco, franzindo
as sobrancelhas.
Caminhando sob os chuviscos.
Fotografamo-nos
ao espelho; compomos imagens na intimidade.
Aguardando pela Fúria de Viver
apanho-me
entre dois manequins nus
na montra de uma loja,
o fecho de correr aberto.
Clique.



(versão minha dedicada a jpb; original reproduzido em In the Clear, a contemporary canadian poetry anthology, selecção e organização de Allan Forrie, Patrick O'Rourke, Glen Sorestad, Thistledown Press Ltd., 2ª impressão, Saskatoon, 2006, pp. 207-208).

3 comentários:

Jota disse...

gracias, my friend.

Lp disse...

N'a pas de quoi, meine freund.

Jota disse...

Ia deixar mais um comentário quando reparei na "verificação de palavras" que é exigida para o efeito. Neste caso, a misteriosa "natogi". Será uma personagem de Murakami? Há certamente aqui matéria para traduções, retroversões e talvez até estranhas emoções. Vivemos rodeados de palavras, ainda que mergulhados num mar de silêncio (partilhado, nestes dias, pela máquina de agarrar imagens). Hummm... Onde é que eu ia?