segunda-feira, 3 de maio de 2010

Federico Gallego Ripoll

Alguém parte para o exílio



Alguém parte para o exílio.

E não sei se sou eu
o homem que se vai
ou o país que fica.



(Versão minha; original reproduzido em Por vivir aquí - antologia de poetas catalanes en castellano (1980-2003), organização de Manuel Rico, prólogo de Manuel Vásquez Montálban, Bartleby, Madrid, 2003, p. 44).

4 comentários:

Cristina Gomes da Silva disse...

Como se houvesse sempre um duplo exílio: o de quem fica e o de quem parte. Tão simples e tão belo.

Lp disse...

Também acho.

{anita} disse...

tanta melancolia em tão poucas palavras...
brilhante

fallorca disse...

Muito vocês gostam e insistem em «rimar» poesia com melancolia... antes uma boa fatia de melancia, fiufiu...