quinta-feira, 26 de maio de 2011

Forugh Farrokhzad

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Eu falo da profundidade da noite,
da escuridão abissal.

Se vieres a minha casa, amor,
traz-me luz.
E uma janela para que eu possa ver
a felicidade daquela rua repleta.



(Versão minha a partir da tradução castelhana de Nazanín Amirián, adaptada por Ferran Fernández e reproduzida em El viento nos llevará. Poesía persa contemporánea, Los Libros de la Frontera, 2ª edição, corrigida, Barcelona, 2006, p. 73).

4 comentários:

Brasilino Pires disse...

Se usou o cast., posso sugerir 'escuridão' para 'obscuridade'? Desculpe...

Lp disse...

Pode, com certeza, eu agradeço... é uma excelente sugestão. Escolhi obscuridade por estes versos me lembrarem Eugénio de Andrade e o seu 'Contra a obscuridade' e também por causa da rima com o verso anterior ('profundidade?). Mas, de facto, talvez fique melhor com 'escuridão' e o adjectivo depois... Tentemos, para já, assim...

* Eli Miguel * disse...

Desculpe-me a sem importância da questão: porquê Forugh Farrojzad?

É que desde que descobri a Poeta - já lá vão uns bons anos - sempre a conheci por Forugh Farrokhzad, assim, grafado como está, parece-me um pouco estranho.

Muito agradecida.

e.

Lp disse...

Olá. Obrigado pela chamada de atenção; segui a grafia do nome da poeta proposta no livro a partir do qual fiz a tradução. Deve ser, provavelmente, uma adaptação para o castelhano. Confirmei, entretanto, que nos livros em inglês da autora, de facto, a grafia é aquela que refere...